sábado, 26 de julho de 2014

the best things in life have the most calories.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Eu tinha medo que soubessem quem eu sou. E todo mundo sabe quem todo mundo é. Talvez eu não quisesse ser todo mundo. E quisesse ser algo que ainda não foi inventado. Mas já que sei que não sou ninguém e nem todos. Eu preciso dizer que FODA-SE.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Você é um ser frustrado no meio daquelas ambições estupidas - fala mais do que faz qualquer coisa. E eu digo é frustrado por que inventa desejos que não pode coloca-los em pratica. Por que está preocupado se imaginando sendo invejado por x número de pessoas. É frustrado e precisa que mais pessoas sejam! Continue sendo o que é, sofrendo pra ter algo que não merece. Até que perca o marido, e a grana imaginária. Você é o que faz, você faz frustrações e não quer admitir. É aquele que foi numa pescaria e pegou um peixe grande, achou que estaria satisfeita por um bom tempo, mas esquece de voltar a pescar. Já desejei que estivesse melhor, mas no fundo eu sentia que não valeria a pena botar fé. A tua frustração não me magoa por que sei do teu desejo podre de se sentir melhor que outros, mas o transveste de bondade.
Foi um daqueles sublimes sonhos como um uma rápida passagem do efeito de uma droga que mal funciona. No meio de perseguições sanguinárias que me aterrorizavam, houve uma prova de amor, não esperada. Não esperada pelo fato de que deveria estar morto. Mas ele quis dizer que nada tem começo ou fim. Então eu invento a minha história, o meu fim, pelo menos até o momento. E eu começo imaginar como aquele personagem velho que conta quantas paixões passaram ao seu olhar e que se foram.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

É incrível, como o ser humano é terrívelmente insensível. Quanto mais eu considero o suicídio, mais as pessoas a minha volta parecem preocupados com, "como eu vou me tornar rico e famoso algum dia". Mas isso tem a ver com, "o fracote precisa ser abandonado, ou chorado e lamentado depois que morre".

domingo, 1 de julho de 2012

O Contrato

Ele a traía sempre às terças-feiras. Ela o traía às quintas. Certo sábado ele pediu: ponha percevejos no meu arroz. Ela fez uma comida picante. Acendeu velas azuis. Colocou um tango. Eles se abraçaram. Sem sentidos. E aí veio o sangue. Na sua boca. Das suas entranhas. Ela raramente o achara tão sensual. No domingo ela pediu: espanque-me. Ele bateu de cinta no seu rosto. Arrancou-lhe um dedo com o alicate. Às 10 em ponto eles apagaram as luzes. Segunda-feira ambos tinham de levantar cedo. Aglaja Veteranyi

domingo, 20 de maio de 2012

O cansaço de todas as ilusões e de tudo que há nas ilusões - a perda delas, a inutilidade de as ter, o antecansaço de ter que as ter para perdê-las, a mágoa de as ter tido, a vergonha intelectual de as ter tido sabendo que teriam tal fim. A consciência da inconsciência da vida é o mais antigo imposto à inteligência. Há inteligências inconscientes - brilhos do espírito, correntes do entendimento, mistérios e filosofias - que têm o mesmo automatismo que os reflexos corpóreos, que a gestão que o fígado e os rins fazem de suas secreções.