domingo, 1 de julho de 2012

O Contrato

Ele a traía sempre às terças-feiras. Ela o traía às quintas. Certo sábado ele pediu: ponha percevejos no meu arroz. Ela fez uma comida picante. Acendeu velas azuis. Colocou um tango. Eles se abraçaram. Sem sentidos. E aí veio o sangue. Na sua boca. Das suas entranhas. Ela raramente o achara tão sensual. No domingo ela pediu: espanque-me. Ele bateu de cinta no seu rosto. Arrancou-lhe um dedo com o alicate. Às 10 em ponto eles apagaram as luzes. Segunda-feira ambos tinham de levantar cedo. Aglaja Veteranyi