...Ter os panos mais limpos do mundo e logo ve-los encardidos de todos os tipos de sujeira.
E como me disseram, a sensibilidade está em todo o ser humano. Em muitos casos sensibilidade denota vulnerabilidade. Por que será? Por que "ser" sensivel, é algo tão depreciado? Me faz sentido, quando lembro um dia de chuva, com tanto vento, raios, e uma sensação enorme de desconforto se não estou bem protegida. Oras, isso todo mundo sente, certo? Certo. E nos coloquemos no lugar do homem "primitivo", o mesmo homem que nós, porém antes das grandes obras. Se sentiu desprotegido. É claro, que gostaria de fazer o possivel para se proteger e então ele observou a natureza. Com a observação imitou, criou, destruiu, para lhe trazer a sensação de proteção. E como era a sua sensibilidade? A mesma que a nossa, mas boa parte voltada para um sentido amplo para sobreviver.
Artistas lutam para manter um pingo de sensibilidade pra se sentir um pingo artistas, enamorados lutam para sentir carinho para amarem. Temos no bolso um grande legado, que é o conhecimento. Que deveria ser visto como uma bola dourada do esforço humano, e segurariamos em nossas mãos. Ele foi sagrado e ainda é. O conhecimento é o nosso braço direito, sempre. E aquele homem antigo, queria unir sua visão e adoração pelo desconhecido e aliar a sua técnica, gerada pelo conhecimento. Onde ele colocou? Ele não, os filhos e filhos dos filhos colocaram nos bolsos. A sensibilidade respira poluição todos os dias. Mas nao venham me dizer que ele está afogado em sujeira, como um pano. É só uma questão de olhar bem com os dois olhos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário